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Gastrostomia e fundoplicatura em crianças.

A gastrostomia é um procedimento que cria uma abertura direta do abdome para o estômago, permitindo alimentação por sonda quando a via oral não é segura ou suficiente.

 

Quando ela é indicada?

 

A gastrostomia pode ser necessária em crianças com:

  • Doenças neurológicas graves (como paralisia cerebral);

  • Dificuldades importantes de deglutição;

  • Necessidade prolongada de nutrição enteral;

  • Situações em que a nutrição oral não garante crescimento adequado.

 

Como é feita?

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A cirurgia pode ser realizada por videolaparoscopia (método minimamente invasivo) ou por técnica aberta, com a colocação de uma sonda diretamente no estômago.

É um procedimento seguro, com recuperação rápida e menor risco de complicações quando comparado ao uso prolongado de sondas nasais (como a sonda nasogástrica ou nasoenteral).

 

E depois da cirurgia?

 

A maioria das crianças se adapta muito bem.
Os cuidados com a sonda são simples, e os pais ou cuidadores aprendem rapidamente como manuseá-la no dia a dia.

Após a cicatrização do estoma, é possível substituir a sonda convencional por um dispositivo do tipo “botton” — mais discreto e prático.
Esse dispositivo precisa ser trocado periodicamente, de acordo com o desgaste e a avaliação médica.

A gastrostomia pode ser temporária ou definitiva, dependendo da condição de base da criança.

É um procedimento reversível, e a retirada pode ser feita com uma pequena correção cirúrgica quando não for mais necessária.

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E a fundoplicatura? Quando é indicada junto da gastrostomia?

 

A fundoplicatura é uma cirurgia realizada para tratar o refluxo gastroesofágico (RGE), quando este é grave, persistente e não responde adequadamente ao tratamento clínico.

Nem toda criança que precisa de uma gastrostomia precisa da fundoplicatura, mas ela pode ser indicada nos seguintes casos:

  • Refluxo gastroesofágico importante documentado (em pHmetria ou EED) que causa:

    • Pneumonias de repetição por aspiração;

    • Dificuldade de ganho de peso;

    • Irritabilidade persistente em crianças não verbais;

  • Doenças neurológicas graves, com risco aumentado de aspiração;

  • Casos de dependência total de nutrição enteral por tempo prolongado;

  • Quando a gastrostomia sozinha não melhora os sintomas de refluxo ou piora o quadro.

 

Como é feita a fundoplicatura?

 

A técnica mais comum é a fundoplicatura de Nissen, que consiste em envolver parcialmente a parte superior do estômago (fundo gástrico) ao redor do esôfago, criando uma válvula antirrefluxo.

O procedimento é feito, na maioria das vezes, por videolaparoscopia, o que reduz a dor, acelera a

recuperação e melhora o resultado estético.

Ela pode ser realizada concomitante à gastrostomia, mas também pode ser realizada posteriormente caso a criança passe a apresentar sintomas tardiamente.

 

Importante!

 

A decisão de realizar ou não a fundoplicatura deve ser individualizada, considerando o quadro clínico da criança, a resposta ao tratamento clínico e os achados dos exames.

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