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Anquiloglossia: o freio de língua!

O freio lingual curto, conhecido como anquiloglossia, é uma condição em que a membrana que conecta a língua ao assoalho da boca é mais curta ou espessa do que o normal, limitando seus movimentos.

 

Quando isso é um problema?

 

Nem todo freio curto exige cirurgia!
Muitos bebês e crianças com freio visível conseguem mamar normalmente, desenvolver a fala e não têm nenhuma limitação funcional.

Os casos que merecem atenção são aqueles em que o freio interfere em:​

  • Fala, especialmente com sons que exigem elevação da língua (como “l”, “r” e “t”);

  • Mobilidade da língua, como dificuldade de protrusão ou elevação;

  • Eventualmente, quando atrapalhar o posicionamento de aparelhos ortodônticos;

 

Quando NÃO operar

 

Na maioria dos casos em que não há sintomas funcionais, não há indicação cirúrgica.
Cirurgias desnecessárias podem causar dor, sangramento e trauma, sem benefício real.

Importante destacar:

Não existe indicação de correção do freio lingual exclusivamente por dificuldades de amamentação até o presente momento¹²³.
O mecanismo de sucção do bebê não é afetado pelo freio lingual — dificuldades nesse período costumam estar relacionadas à pega e ao posicionamento durante a mamada, e não a uma alteração anatômica da língua.

No caso específico da fala, a grande maioria das alterações tem relação com o tempo natural de desenvolvimento da linguagem, e não com a anatomia do freio em si.

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Tratamento, quando indicado

 

A cirurgia (frenotomia ou frenectomia) é rápida, segura, com anestesia local ou geral dependendo da idade - que não dispensa a indicação precisa e escolha da melhor técnica.
Em alguns casos, o acompanhamento com fonoaudiólogo também pode ser indicado antes ou após o procedimento.

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Fontes:

1- ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CIRURGIA PEDIÁTRICA – CIPE

2- NOTA_TECNICA_FREIO_LINGUAL-1.pdf

3- DC-Saudeoralanquiloglo.pdf

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